quarta-feira, 29 de outubro de 2014

kiss kiss bang bang

Tens noção do quão viciante tu és?
Não, não tens, mas fica sabendo que o és. És a minha droga.
Considero-me algo dependente de ti, e é disso que tenho medo.
Há mais de um mês, quando caí em mim, chorei tanto que me assustei.
Não dei por mim a apaixonar-me daquela maneira.
Mas apaixonei. Ainda o estou.
Só que agora que sei o que custa ver-te fugir, tenho medo que aconteça de novo.
Daí fugir dos teus beijos, se os dosear a adição não é tão grande, acho.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

someone's bound to get burned

"Where there is desire there is gonna be a flame
Where there is a flame someone's bound to get burned
But just because it burns doesn't mean you're gonna die
You gotta get up and try"

No entanto fica a dúvida: queres mesmo estar comigo, ou simplesmente não conseguiste quem querias? Será que me vou queimar? Tenho medo.


quarta-feira, 22 de outubro de 2014

(des)ilusion

A tarde de hoje parece-me uma lembrança, não recente, mas de tempos passados.
Algo que faríamos, sem dúvida, o ano passado.
Nada demais, um simples passeio pelo parque que tão nosso é, sem fazer mais do que conversar.
Tinha tantas saudades disto.
De quando deitas a cabeça no meu colo e ficamos a olhar para o nada ou a falar.
De quando olhas para mim como que a desafiar-me.
De quando me beijas a testa como jeito de me acalmares.
Enfim, saudades tuas.
No entanto este medo de me desiludir a qualquer momento não desaparece.
Terá sido a tarde de hoje apenas uma ilusão?

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

i'm a mess

Tudo o que me falta é coerência.
Uma frase para ter sentido tem que ter principio, meio e fim.
Um texto para ter sentido tem de ter uma estrutura, mas um desenvolvimento coerente, não coisas como "vai à frente e volta atrás e volta não sei onde".
Eu, para ter sentido, sinceramente não sei do que preciso.
Quando estou sozinha, quando caio em mim, percebo isso.
Tenho tanto medo de mim. De me magoar.
Odeio sentir que não tenho o poder.
Odeio ter sentimentos.
Odeio sentir-me assim insegura, mas mais que isso, esperançosa.
Não me desiludas.

sábado, 11 de outubro de 2014

stupid stupid stupid

Eu não me entendo.
Sou de fases, sempre o fui, mas agora estou por demais!
Cada dia é um dia, e agora mais que nunca tenho que enfrentar um de cada vez, como os bêbados o fazem.
Decidi pôr-te à prova, a ti e a mim.
Se eu não dissesse nada, será que tu dizias?
Como sempre criei expectativas e desiludi-me.
Já devia ter aprendido a lição não? Parece que não.
Hoje não resisti, liguei-te, tinha pretexto para fazer uma chamada rápida e aproveitei.
Não atendeste, pensei "até foi melhor assim". Ligaste de volta e o meu "oi" saiu mais estridente do que era suposto.
Ainda não foi desta que o som da tua voz não me fez ficar tonta.
Ainda não foi desta que deixaste de mexer comigo, infelizmente.
Pelo menos a chamada só durou um minuto por minha iniciativa, afinal a minha vontade sempre conta algo, por muito pouco que seja.

domingo, 5 de outubro de 2014

pride

Suponho que seja orgulho.
Suponho que seja dificil para ti como o é para mim.
Pelo menos gostava que fosse, significa que ainda tens sentimentos.
O que se passa ao certo não sei, mas que merda de reação foi aquela?
Desculpa a brusquidão, mas foi exactamente o que se passou: uma reação estúpida!
Não entendi, e não entendo já à um mês o que se passa comigo, contigo, conosco, mas uma coisa é certa: tenho de parar de pensar no nós.
"Já não existe nós, Joana, entende isso".
Tenho que me afastar, tenho de dar tempo, afinal foi apenas isso que sempre foi pedido.